o rei é um servo louco

vejo mãos quebradas que nunca aprenderam. de nada lhes serve a membrana que se lhes arrancou. os ossos são ossadas limpas pelo vento ao sol. capelas imperfeitas, o que são. despojos, e arrogantes, na incompletude dos corpos. coisas sempre a caminho de saber com o mundo a rir-se e a fugir por entre os nós dos dedos. e a pele tão lisa por onde se evade o amor.

é sempre demasiado cedo e fica sempre tarde, cedo demais. no processo que avança, ilude-se a decadência com o esplendor. por mais que os alcancemos nunca nos basta a abundância, o entendimento ou a inocência. devíamos existir de trás para a frente. encarar primeiro a morte, saber que o fel cura. abraçar a idade, a ironia e o regresso. e por fim, nascer.

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