sleeping south

delta people live in a liquid world of suspended lives
floating living-dead bodies shrouded in crowns
white wooden churches oozing blacked aleluias
moaning hookers under reverend wails and spells

we embrace you
we love you
Jesus paid it all

salvation has the shape of a depleted gas station
every morning drowned in hope and fear
same old Buick, same old God, same tight tight ties
song of songs bleeding ancient southern cries.



disclaimer: muito novo escrevi “a minha américa não é um sonho”. apesar da minha imperfeita compreensão do mundo, Holywood já não me vendia as suas fantasias. a américa não é um sonho, nem um pesadelo, mas pode muito bem ser ambas as coisas. este poema trespassa dois universos com os quais me cruzei recentemente. um ficcional (a primeira temporada da série de televisão “True Detective”) e outro nem tanto (o livro de Paul Theroux “Sul Profundo”). ambas as obras são notáveis visões da vida no sul dos EUA. hoje escreveria “a américa profunda é a mais fascinante e arrepiante das ficções.”

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