longe do lugar onde as coisas se reúnem

longe dos lugares onde reuni todas as coisas, para além dos círculos imperfeitos da minha cidade cefalópode. disperso em todas as direções e em nenhuma ao certo, estende-se o território do desmazelo e da fealdade, os baldios e os espaços sem cura, o progresso impossível do atropelo e da corrupção. monarcas atávicos dos aros da distância cujos olhos vigiam em todas as direções. bocarras escancaradas que tudo sonham engolir. e, no centro, o país dos homens de um só olho: desgraçadamente virado do avesso. cegos que ouvem e respondem levantando a cabeça e estendendo as mãos, sujas de terra e de sangue, oferecendo à deformidade a perfeição, do centro que revolvem em direção à periferia.

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